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ADOWA – 20 de Novembro

Dia 20 de Novembro de 1695 morria Zumbi dos Palmares, último líder do Quilombo dos Palmares e símbolo de resistência.  

No dia 13 de Maio de 1888, era declarada a abolição da escravidão através da lei Áurea; 300 anos depois que o primeiro navio negreiro chegou em nosso país.

Em 09 de Janeiro de 2003, no último país que “extinguiu” a escravidão, é criada uma lei onde declara que dia 20 de Novembro deve ser incluído no currículo escolar a história e cultura afro-brasileira, porém apenas no dia 10 de Novembro de 2011 essa data foi oficializada, podendo ou não ser por estado ou município, um feriado nacional.

Hoje, 130 anos depois da abolição da escravidão, vemos e entendemos que esse dia é de extrema importância, não só para comunidade negra, mas também para todo o povo brasileiro, para que possamos compreender melhor nossa história tão omissa, que muitos fazem questão de esconder até que seja esquecida.

Sabemos que a escravidão é ainda muito recente, e por sermos um país omisso e que não se interessa por sua própria história, ainda sofremos as consequências de ser o último país a abolir a escravidão. Não somos um país de todos, não somos todos iguais, e por conta disso, deve ser lembrado que mesmo representando 54% da população brasileira, sofremos uma taxa de homicídio de 71%; mesmo sendo 54% da população brasileira, somos somente 6% nas universidades; mesmo sendo 54% da população brasileira, temos uma taxa de encarceramento de 64%. Se formos parar para pensar, somos a “maioria”, 54%, mas por conta da nossa história, somos uma minoria, que tem ciência que a escravidão não acabou, ela só mudou de termos.

Esse dia, 20 de Novembro, não é um dia “para celebrar os negros”, é um dia para refletir e reafirmar que fazemos parte desse país, que somos pessoas que merecem oportunidades, que nossa cultura é tão bela quanta a de vocês e que graças a ela, temos a nossa, que apesar da opressão vivida desde a escravidão, continuamos resistindo. Como disse Maíra Azevedo (Tia Má):

“Resistir é a arte mais profunda do meu povo!…”

E junto com a lembrança de que ainda resistimos e de todo o empoderamento que temos conquistado nos últimos anos, apresento a vocês ADOWA, um editorial inspirado na beleza negra e no propósito de pertencimento. 

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