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É mais que apenas uma disputa eleitoral

E aos poucos o que era velado, vem ganhando força em forma de "opinião". Opinião esta, garantida pela constituição que eles não fazem questão alguma de valorizar, a não ser que os beneficie.
Jair Bolsonaro discute com Maria do Rosário
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Mergulhados na “onda revolucionária” que tomou conta do Brasil nos últimos anos todos se viram indiretamente forçados a tomar algum rumo. Ninguém mais pode seguir em frente. É obrigatório estar sempre dando seta à esquerda ou à direita.

Mas algo muito maior surgiu desse oceano de incertezas políticas, algo mais perigoso, sombrio e que apenas ganhou força com a instabilidade emocional e moral do povo:

O movimento pró-bolsonaro tomou força em circunstâncias além da direita e esquerda e agora vemos 26% da população, cada qual pela sua razão, envolvida em argumentos perigosos que podem estar nos encaminhando(novamente) para épocas tristes e sombrias.

Com discurso polido, cabelo ao lado, voz empossada, camiseta da seleção e prozas soando como música aos ouvidos de analfabetos políticos, ignorantes sociais e errantes sem liderança, Ele ganhou espaço em terra fértil.

Desburocratização sem fundamento, projetos econômicos utópicos e impalpáveis (mas com sabor delicioso àqueles Brasileiros perdidos) vem acompanhados de discursos de ódio, preconceito e segregação; pintados, é claro, como “boas piadas” e “senso de humor”.

E de repente aquele primo vestido sempre de polo branca, bermuda xadrez e sapatênis (o exemplo da família), começa a postar imagens à favor do armamento da população com a legenda: “O cidadão de bem precisa se defender”.

Aquele tio empresário, descendente de italianos, sempre de camisa social com dois botões abertos, calça jeans e relógio imponente no pulso, começa a argumentar porquê os imigrantes venezuelanos estão aqui para destruir o Brasil.

Sua tia, que faz questão de exibir a bolsa comprada no outlet da Flórida, apresenta todos os motivos pelo qual “as feministas de pelo no suvaco” querem destruir a moral cristã da família tradicional brasileira.

E aos poucos o que era velado, vem ganhando força em forma de “opinião”. Opinião esta, garantida pela constituição que eles não fazem questão alguma de valorizar, A não ser que os beneficie.

E o rumo que não está ajustado ao debate saudável entre direita e esquerda(que não deveria sair do viés econômico do país), começa a direcionar ao passado. Exaltando torturadores, desacreditando os professores, criminalizando ideologias, reinterpretando fatos históricos para moldar-se às vontades alheias e propagando discursos que unem apenas através do ódio em comum àqueles que não se pautam das mesmas ideias, olhamos diretamente para os caminhos que já pisamos e nos atolamos até a cintura.

A humanidade já viu isso, mais de uma vez, em mais de um contexto,inclusive, e o resultado é apenas um: O choro silencioso, o desaparecimento inexplicável, a dor através da tortura e o genocídio.

É preciso dizer #Elenão não apenas pelo seus discursos políticos ensaiados e pelas promessas insensatas, mas pela figura que ele representa que as vezes mora na nossa casa.

Quando dizemos #Elenão mostramos àqueles que sorriem no almoço de domingo ao nosso lado que o ódio não será novamente um dos rumos da humanidade e que há aqueles que estão ali para garantir que a história não se repita.

Dizer #Elenão é levantar a bandeira à favor daqueles que não tem força para fazer isto.

Dizer #Elenão é dizer não ao mal enraizado que toma conta de um País e se disfarça de opinião.

É garantir que a humanidade pode não ter aprendido com os seus erros, mas que estamos lá para garantir que eles não sejam repetidos.

Isso é mais que uma disputa eleitoral pela presidência de um País. Isso é a vida de milhões de pessoas em jogo como resultado da premeditada educação falha, da criminosa cultura em chamas no Museu Nacional e da propagação do “meu” ofuscando o “nosso”.

Isso é a chance que temos de provar que somos evoluídos, evoluídos o suficiente para deixar que o amor vença sobre a propagação da ignorância.

É a chance que temos de mostrar que nos importamos não apenas sobre como a alta do dólar vai influenciar nossa viagem à Disney.

É a chance de dizer que aprendemos.

Aprendemos o suficiente para que um dia nossa história atual não seja contada por um guia turístico em mais um memorial construído para alimentar os horrores do passado.

#Elenão

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